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segunda-feira, 2 de abril de 2012

ALONGAMENTO


A habilidade do corpo mover-se livremente, depende da mobilidade dos tecidos moles e do controle neuromuscular ativo, sendo a mobilidade necessária para a saúde dos tecidos, podendo a diminuição da Amplitude de Movimento (ADM) resultar em lesão, doença ou cirurgia. A limitação da ADM pode ser causada por desuso, por exemplo, por falte de alongamento.

Alongamento:
O alongamento é uma manobra terapêutica utilizada para aumentar a mobilidade dos tecidos moles por promover aumento do comprimento das estruturas que tiveram encurtamento adaptativo, podendo ser também .
A força de alongamento externa no final da ADM, mantida ou intermitente, aplicada com pressão adicional e por meio de contato manual ou um dispositivo mecânico, alonga uma unidade musculotendínea encurtada e os tecidos conjuntivos periarticulares, movendo a articulação limitada um pouco além da ADM disponível.
Há situações em que as intervenções de alongamento são apropriadas e seguras, contudo, há também casos em que o alongamento não deve ser implementado, como por exemplo, em uma fratura recente onde a consolidação óssea está incompleta.

Entre as várias Indicações do Alongamento estão:

  • ADM diminuída, devido tecidos moles que perderam sua extensibilidade em decorrência de aderências, contraturas e formação de tecido cicatricial, causando limitações funcionais ou incapacidades;
  • Prevenção de lesões musculoesqueléticas;
  • Evitar deformidades estruturais;
  • Antes e após exercícios vigorosos, com a possibilidade de minimizar a dor muscular pós-exercício.

Entre os Tipos de Alongamento, cito alguns:
Passivo: onde o paciente encontra-se o mais relaxado possível, e o alongamento é realizado por um profissional ou dispositivo.
  • Ativo-assistido: idem ao anterior, porém, o paciente auxilia o movimento da articulação para uma ADM maior.
  • Auto-alongamento: alongamento feito independentemente por um paciente após supervisão de um profissional da saúde. Geralmente são estes os indicados para que o paciente realize na sua rotina, para auxiliar na reabilitação, ou manter a qualidade de vida.

    Alongamento Seletivo: usado pelo profissional para determinar quais músculos deve alongar e quais deve permitir que se tornem levemente encurtados, acordo com as necessidades funcionais do paciente e a importância de manter um equilíbrio ente mobilidade e estabilidade para o máximo desemprenho funcional. Ex.: Paciente lesado medular.
    Alongamento Excessivo: alongamento muito além do comprimento normal dos músculos e da ADM de uma articulação e tecidos moles ao redor, resultando em hipermobilidade. Ex.: Atletas, que requerem uma flexibilidade extensa.
O alongamento para ser eficaz deve seguir alguns elementos essenciais:
  • Alinhamento e estabilização do corpo;
  • Intensidade;
  • Duração;
  • Velocidade;
  • Frequência e modo de alongamento.

Há um consenso geral entre clínicos e pesquisadores de que o alongamento deve ser aplicado com baixa intensidade por meio de carga leve, associado a longa duração, o que proporciona uma manobra mais confortável, além de evitar e minimizar a defesa muscular (voluntária e involuntária), alongando os tecidos mais efetivamente, com menos danos e menos dor muscular pós-exercício.
Aquecimento pré-alongamento: podem ser feitos com aplicação de calor local ou exercícios ativos, o que pode aumentar a extensibilidade e diminuir o risco e lesão pelo alongamento. Quanto ao uso do gelo pré-alongamento ainda existem várias discussões neste sentido, porém os estudos tem demostrado que o uso pós-alongamento tem sido eficaz para minimizar a dor e prevenir micro-lesões

.

*IMPORTANTE: é indispensável uma avaliação cuidadosa do paciente antes de iniciar os exercícios de alongamento, respeitando as características do mesmo, assim como a sua lesão, pois através da avaliação poderá se eleger os músculos a serem alongados, assim como a forma de execução dos exercícios de alongamento, sem riscos para o paciente e profissional.



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